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Com o sucesso do "Ride The Beast" (O primeiro evento
da RMW) a Lona Cultural de Guadalupe convidou a parceria Rato
no Rio/Rio Metal Works para a execução de um
segundo show.
Mais
experientes e acostumados com a dinâmica de um festival,
o SCREAM FOR METAL foi idealizado para que dessa vez houvesse
bandas que pudessem tocar o seu trabalho autoral, afinal esse
era o nosso objetivo.
Foi
um cast minuciosamente selecionado (Alundhra, Crying Heaven,
Death Mountain, Dream Hall, Fire Walker e Lost Relic.) para
que se pudesse repetir o sucesso do "Ride The Beast".
A
responsabilidade havia aumentado. Sabíamos que no contexto
do cenário da época (o que não mudou
muito para o de hoje), um evento exclusivamente autoral seria
um completo fiasco. O que se torna perigoso quando você
faz eventos com poucos recursos. Por conta disso, optamos
por misturar bandas covers e autorais (idéia interessante,
porém vista que não se dá muito certo,
pois nos covers o público amontoa perto do palco. Quando
a banda autoral sobe, o público desaparece deixando
a banda completamente desmerecida). Por não querer
fazer um evento exclusivamente cover e não poder fazer
um exclusivamente autoral, resolvemos apostar nesse formato
para manter o ideal da RMW de abrir espaço para que
as bandas autorais pudessem mostrar o seu trabalho. Com isso,
contamos com a participação das bandas Lost
Relic (e seu PERFEITO TRABALHO) e a Crying Heaven (banda extinta
com covers exclusivamente de After forever e Nightwish). Os
autorais ficaram a cargo das bandas Death Mountain, Fire Walker,
Dream Hall e Alundhra.
Como
tudo na vida é um aprendizado, nesse show não
foi diferente. Nesse evento descobrimos que infelizmente em
um festival não há tempo para que todas as bandas
passem o som.
Como
a inexperiência nesse quesito ainda existia e a vontade
de primar pelas bandas era grande, acabamos por permitir que
TODAS as bandas passasem o som, (o que descobrimos que o mesmo
não adianta de nada em um equipamento analógico,
pois depois que outra banda sobe no palco, toda a configuração
da mesa é perdida).
O
tempo foi passando e à hora de abrir a casa estava
se aproximando. No momento da banda Crying Heaven fazer a
sua passagem de som, o operador impediu-os pelo fato da "banda
de abertura já o ter passado", o que arrancou
ira e ódio do então vocalista da banda. Passado
o "vulcão" de fúria do “extremo”
vocalista, o Alundhra abre o evento deixando todos de boca
aberta com o vocal de Bio Rudow (até então desconhecido
da cana metal carioca).
Outro
destaque da noite ficou a cargo do Firewalker, com um show
dividido em 2 partes. A primeira com o seu "louco"
vocalista cantando os clássicos do rock e a segunda
parte com uma bela dama entoando os sucessos do Gothic/Doom
da época, além das próprias músicas
da banda.
Este
evento foi um verdadeiro marco na história da RMW,
pois consolidou o que antes era um site em uma produtora,
trazendo muito Metal a cidade do Rio de Janeiro. Infelizmente
nada na vida são só louros. Muitas portas foram
abertas, inclusive as portas de nosso primeiro fiasco: O Kalsh
of Titans I, no Garage: o Sobradão do Rock.
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